quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Quanta mudança...

De prosa com a música! Porque eu converso com ela, que até parece que eu a escrevi... mas longe de tanta inspiração. Ainda vivendo, experienciando e aproveitando o que a música pode me trazer...

Que eu seja bem vinda a essa fase. E nada mais propício a esse espírito de mudança, a esse ser em mudança.
Aos recomeços da minha vida!

"..." - O Teatro Mágico

(...)
Se lembrar não é celebrar;
Dura é a dor quando aflora.
Esquecer não é perdoar;
Se consagrou, sangra agora.

(...)
Quanta mudança
Alcança o nosso ser
Posso ser assim...

Tempo de dar colo,
Tempo de decolar.

O que há é o que é;
E o que será
Nascerá, nascerá.

Tempo de dar colo,
Tempo de decolar.

O que há é o que é;
E o que será
Nascerá... Será?

Reciclar a palavra,
O telhado e o porão;
Reinventar tantas outras
Notas musicais.

Escrever um pretexto,
Um prefácio e um refrão
Ser essência muito mais.

Ser essência muito mais
A porta aberta, o porto,
A casa, o caos, o cais.

Se lembrar de celebrar muito mais.

Muito mais...
A ciência, a essência,
A poesia prevalece...

Tá certo que o nosso mau
Jeito foi vital
Pra dispensar o nosso bom;
O nosso som pausou.

E, portanto, exposição;
A disposição cansou.
Secou da fonte da paciência
E nossa excelência ficou lá fora.

Solução é a solidão de nós.
Deixe eu me livrar das minhas marcas;
Deixe eu me lembrar de criar asas.

Deixa que esse verão eu faço só.
Deixa que esse verão eu faço só.
Deixa que nesse verão eu faço sol.

Só me resta agora acreditar
Que esse encontro que se deu
Não nos traduziu melhor.

A conta da saudade
Quem é que paga?
Já que estamos brigados de nada;
Já que estamos fincados em dor.

Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena não ter pressa pra passar.



Porque é tempo de decolar.
E tempo de morangos. Sim.

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